Cidadão permitido

Posted in dgs, lei, proibido, saúde on 13.01.09 by APD

Quando acordo de manhã ao som das buzinadelas contínuas da fila interminável de viaturas, nesse barulhento ritual mágico-religioso de dissipar o trânsito que há anos se revela ineficaz, fico com ganas de lhes tirar o pio, de lhes extirpar esse órgão sonoro do carro já que ninguém fiscaliza o ruído.

Esta é uma questão que não está no horizonte da Confederação Portuguesa de Prevenção do Tabagismo que ontem anunciou que quer extirpar o fumo em todos os estabelecimentos de restauração, incluindo bares e discotecas. Defende mesmo que a lei tem de ser alterada para passar a contemplar tão completa proibição. Que não se descanse e durma por causa do ruído dos bares e discotecas será certamente coisa de pequena monta para estes cruzados movidos pela defesa do direito exclusivo e inalienável dos não-fumadores a ocuparem todos os territórios.

E desta vez o director-geral de Saúde explicou prontamente que a lei em vigor só pode ser revista após 3 anos e que de qualquer modo, “Não há condições para se alterar a lei portuguesa porque ela fundamenta-se nos princípios constitucionais que estão em vigor no nosso país, onde os excessos não são permitidos”. Afinal, ao abrigo da Constituição, os fumadores são cidadãos como os outros.

Imagens de Yatahonga.

SG VIP

Posted in história, voar on 09.01.09 by APD

PUBLICO.PT
PÚBLICO: Edição Impressa, Última Hora
8 de Janeiro de 2008 – 09h31

Mau e caro mas nosso
Miguel Esteves Cardoso

Durante décadas, quando ser consumidor era praticamente o mesmo que ser comunista, guiávamos-nos todos por uma tabela que por cá nunca falhava: estrangeiro=melhor=mais caro.

Quem fosse pobre ou tivesse um carinho fascista pela mediocridade, comprava nacional. Ou, pela calada, pedia a um fascista amigo para trazer do estrangeiro, onde era sempre mais barato.

Hoje, esta regra está sob ataque. Nas frutarias e sapatarias; nos Aldis e Lídeis; o nacional é que é bom; o nacional é que é mais caro; o nacional é que é o único que se “pode levar à vontade.”

Todo um sistema de valores se inverteu. A nossa moeda já vale tanto como uma libra esterlina; os dólares, tal como a libra livreira, começam a tornar-se uma memória distante, do Cinema. Mas só ontem é que a velha hierarquia veio abaixo. Lia-se na página 30 do PÚBLICO: o SG Filtro vai passar a ser mais caro do que o Marlboro. Sim, o baixote e ordinareco SG Filtro de Xabregas, que eu comprava quando não tinha dinheiro para o Marlboro comprido e show off da Virgínia, dos filmes e da Fórmula 1, vai ser o cigarro de quem quer fazer-se passar por cosmopolita e milionário.

Já estou a ver os anúncios, caso os permitissem: “Sim, sou um oligarca russo – fumo SG Filtro à fartazana!”. Ou: “Não é por estar desempregado que dispenso o cigarrinho: vai sempre um Márlubóro enquanto estou na bicha para a sopa; ai nanas!”.

Espero bem que os fascistas estejam satisfeitos.


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O discreto pudor do fumo

Posted in história, saúde on 08.01.09 by APD

Sophia fumava. Pouco. E raramente foi fotografada com um cigarro na mão. Já Mário Cesariny era um fumador inveterado e por pouco tempo que se estivesse a seu lado era inevitável vê-lo acender um cigarro, hábito de que resultaram inúmeras fotografias suas, mesmo de pose e de estúdio que memorizam a sua imagem a fumar.

No entanto, nos últimos anos um discreto pudor do fumo tomou conta das contracapas e badanas dos livros e, até dos sites, cerceando o cigarro das imagens dos autores e custa a acreditar que resulte meramente de uma bitola gráfica aparentando antes uma estética de omissão dessa característica do autor, talvez considerada pouco saudável para a sua venda a granel. Quase como se por imposição de uma moda capilar de testa descoberta se apagasse agora a franja das fotografias de Beatriz Costa.

Imagens de JornalismoPortoNet e Assírio & Alvim.

Beatas à solta

Posted in política, proibido on 31.12.08 by APD

Na descrição deste vídeo consta que «milhares de pontas de cigarro são diariamente atiradas ao chão desde que os portugueses foram “convidados” a fumar na rua. Cidades como Lisboa e Coimbra reforçaram a recolha de lixo, mas os fumadores continuam a preferir o chão ao cinzeiro».

Convinha elucidar o Sr. Ângelo Mesquita que os ditos cinzeiros, que os fumadores lisboetas não utilizam, não passam de umas plaquitas de metal (com cerca de 5 por 2cm) por cima das papeleiras de plástico. Imaginemos a reacção “beata” meio apagada-papel-plástico, que tal?

Brincadeirinhas estúpidas

Posted in blogs, estabelecimentos, gadgets, permitido, saúde, ss on 04.12.08 by APD


Liquid Smoking

Não faço ideia de como é que estes gajos descobriram a lata, mas foi que vi esta palhaçada pela primeira (e espero que última) vez.

17 de Novembro, Dia Nacional do Não Fumador

Posted in cartoon, história, política, proibido, saúde, ss on 17.11.08 by APD

A mensagem subliminar contida nesta imagem é a seguinte: quem não fuma, não morre. E também, pelos vistos, que apenas os fumadores cristãos encomendam a alma ao Criador. Portanto, cumpre a cada qual decidir: ou deixa de fumar ou converte-se a qualquer outra religião.

Em qualquer dos casos, terá garantida a vida eterna – essa insuportável chatice.

Se, por qualquer motivo, ainda assim a imagem não convencer e a perspectiva de ficar por cá a chatear toda a gente até à eternidade não se afigurar como apetecível, então poderá sempre optar pela cremação, quando chegar a sua hora. Esse tipo de fumo ainda não é proibido, até ver, e fica garantido que a nossa cruz não sairá na fotografia.

Para quem não sabia que data hoje se “comemora”, está aqui uma notíca do jornal… Record.

Imagem via blog Portugal Porreiro

Documentos históricos do Santo Ofício

Posted in história, lei, política, proibido, saúde, ss on 10.11.08 by APD

PUBLICO.PT

PÚBLICO: Edição Impressa Versão para cegos
10 de Novembro de 2008 – 12h29

Secções PÚBLICO Edição Impressa: Destaque, Opinião, Portugal, Mundo, Temas, Economia, Desporto, Local Lisboa, Local Porto

Suplementos PÚBLICO: PÚBLICA, ÍPSILON, FUGAS, ECONOMIA,

Subúrbio londrino proíbe fumadores de adoptarem

O conselho municipal de um subúrbio de Londres proibiu os fumadores de serem pais de acolhimento. A proibição foi aprovada esta semana por unanimidade numa reunião da assembleia do borough de Redbridge, no Leste de Londres e deverá entrar em vigor em Janeiro de 2010. Associações de defesa de fumadores já criticaram a decisão e uma associação que representa vários grupos envolvidos na adopção defende que uma proibição cega não é correcta.

O Governo local considera que a medida é crucial para proteger as crianças dos efeitos do fumo passivo – e justifica-a com novas provas científicas onde se mostra que o fumo passivo pode provocar doenças respiratórias na infância, assim como cancro do pulmão.

“Sabemos que este assunto é difícil porque algumas pessoas vão sentir que é uma intrusão nas suas liberdades pessoais, mas também sabemos que o fumo aumenta os riscos de doenças sérias na infância”, afirmou um membro do conselho, Michael Stark, do Partido Conservador, citado pelo jornal The Independent.

A Fostering Network considerou “positivo” que se tente criar um ambiente livre de fumo para as crianças, mas receia que a medida reduza o número de famílias disponíveis para receberem crianças vulneráveis.

“Se uma pessoa tem as qualidades e a capacidade para acolher uma criança, não devia ser posta de lado só porque fuma um cigarro no fundo do jardim ou quando sai à noite. O acolhimento devia ser sobre muito mais coisas do que saber quem é fumador”, afirmou um porta-voz.

O grupo de defesa dos fumadores Forest considera que se trata de “mais uma tentativa para estigmatizar os fumadores e separá-los do resto da sociedade”. O que se quer dizer com isto, afirmou ainda um porta-voz do grupo, “é que os fumadores em geral não são capazes de ser pais e isso é totalmente inaceitável”.
O Governo local considera que esta medida é crucial para proteger as crianças dos efeitos do fumo passivo

Fim

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Via blog Jugular.

Momentos

Posted in voar on 06.11.08 by APD

Confirmação e Pontuacão (10)

Posted in estabelecimentos, mapa do fumador, permitido, pontuacão, roteiro on 18.10.08 by APD


Restaurante O Santiago
67, R. das Portas de Santo Antão
1150 Lisboa 1150
Telefone 213 421 513

  • Desta vez, tem de ser tudo na base da memória e, devo confessar, já lá vão uns dias. Aliás, esqueci-me da factura, de maneira que também os comes e bebes (e respectivos preços) são “de cabeça”; só tenho aqui o talão do Multibanco e as más notícias começam por aí: 41,80 € para um jantarito fraquinho, duas cabeças, é um pedaço.
  • O sítio não é mau, se bem que a sala para os fumadores (pareceu-me ter outras duas, presumo que de sinal vermelho) seja nos fundos e, portanto, sem janelas.
  • O serviço é razoável, talvez um pouco “amigável” de mais, e o ambiente não tem absolutamente nada a assinalar: exactamente igual a milhares de outros sítios. A localização central, mesmo a meio da Rua das Portas de Santo Antão, convida mais o turista do que o lisboeta, pelo que também não seria de esperar comidinha muito caprichada porque, segundo a estranha convicção de alguns proprietários da restauração “turística”, os estrangeiros são uma cambada de pategos que estão habituadíssimos a comer pessimamente. Ora…

Nada mais falso, como sabemos. O grande problema com este restaurante reside precisamente nos “morfes”: os pitéus seriam apelativos, a julgar pelas designações (perna de borrego cabrito assada no forno e caldeirada cataplana de peixe à “Não Sei Das Quantas”), mas que venha o diabo e escolha qual o mais desenxabido.

A caldeirada “cataplana de peixe” (ou “peixe na cataplana”, tanto faz) era uma espécie de caldeirada (ou peixada) metida dentro de uma cataplana, com uns pedaços de peixes variados lá dentro (variados, mas pouco) e com uma calda de refogado atomatado a fazer de molho; numa escala de 1 a 20, dou-lhe Medíocre Menos (5), e isto apenas com fins pedagógicos; a tomatada não tinha ponta por onde se lhe pegasse e a cataplana era só para fazer vista. Quanto à tal perna do tal borrego cabrito, bem, o que dizer? O mesmo que se diz geralmente de um jogador “tipo” defesa direito da selecção nacional de futebol: fraquinho, fraquinho, fraquinho. Ou seja, o raio do pernil estava rijinho, insossozinho, deslavadinho. Uma tristeza, enfim. Leva Medíocre (nem mais nem menos), aí um 7 bem medido.

Safou-se o vinho; se bem me lembro, um belo de um Grandjó, a merecer outros presigos e melhores condutos. Vá lá, bem fresco, salvou-se isso.

Pronto, pode-se fumar ali, pois pode. E é central, pois é. Mas é carote, olá se é. Não vale o preço, em suma.

Há sítios de comer que são mesmo abaixo de cão, o que não é o caso, mas este andou lá perto.

Isto aqui não é o das estrelas Michelin, nem coisa que se pareça, mas também não é o da Joana. Talvez tenha sido um dia mau do pessoal da cozinha. Mas nem todos somos turistas, nem todos somos “estrangeiros” e, principalmente, nem todos engolem sem pestanejar qualquer coisa feita à pressa e sem gosto nenhum.

Fumar no restaurante é bom, passar fomeca no intervalo dos cigarros é mau.

snap map

Esta apreciação, bem como a cotacão atribuída, resultam de uma única visita e constituem a expressão de uma simples opinião, devendo por conseguinte ser consideradas como isso mesmo, opinião num artigo de opinião.


Confirmação e Pontuacão – 9

Posted in estabelecimentos, mapa do fumador, permitido, pontuacão, roteiro on 16.10.08 by APD

“A Comidinha”, restaurante onde se pode ‘baforar’


A comidinha
Proprietário: Pedro Glória Domingues
Tipo: português,discreto e familiar
Localização: Lagos, Algarve
Dia de encerramento: segunda-feira
Formas de pagamento: numerário e Multibanco
Preço Médio: 20 a 25,00€
Área fumadores: exclusivamente fumadores
Estacionamento: fácil

  • Restaurante localizado numa zona residencial da cidade de Lagos, que prima essencialmente pela fabulosa cozinha tradicional portuguesa, cuidadosamente confeccionada pelas mãos da Graciete, também proprietária do restaurante.
  • O interesse do proprietário pelos cheiros e sabores de África, resultaram num acrescento ao menu de alguns pratos africanos, soberbamente cozinhados, como se da mão do mais exímio cozinheiro africano saíssem.
  • A cozinha regional não só tem origem no litoral algarvio, caso do peixe sempre fresco e cozinhado de diversas maneiras mas, de forma simples e saborosa, como também no barrocal algarvio, de onde saem pratos de carne de nos fazer crescer água na boca.

Peixe e mariscos: Garoupa, cherne e pargo grelhados, raia cozida no caldo com legumes ou frita com arroz de tomate, ovas cozidas, ensopado de pata-roxa, arroz de tamboril, massa de peixe, canja de peixe-galo ou de abrótea, cherne ou pargo na caçarola, moqueca de tamboril ou de camarão, caril de camarão, choquinhos fritos à algarvia, feijoada de búzios, salada de polvo, de lulas ou de ovas, carapaus alimados, raia de alhada, moreia frita, mexilhão ou amêijoas à Bulhão pato.

Carne: dobrada com feijão branco, grão com rabo de boi, rabo de boi em vinho tinto, coelho em vinho tinto, moamba de galinha com pirão de milho, cabidela de galinha, língua de vaca estufada, chambão de vitela, vitela à jardineira, bochechas de porco à casa, carne de porco com amêijoas, iscas de vitela à portuguesa, ensopado de borrego, favas à portuguesa, presas de porco à casa, medalhões de lombinhos de porco e bife do lombo na frigideira.

Doces: variados doces algarvios e uma mousse de limão com canela de comer e chorar por mais.

Outros pratos são confeccionados dependendo das estações do ano, da imaginação dos proprietários e dos produtos frescos disponíveis, já que o segredo deste restaurante é, sem dúvida, a criteriosa escolha dos produtos, tanto em frescura como em qualidade.

Para finalizar, a garrafeira da Comidinha é, sem dúvida, uma das melhores do Algarve. Entre vinhos tintos, brancos, espumantes e champagnes, todos eles servidos nos copos adequados, tem cerca de 1.050 referências.

Vale a pena fazer uma visitinha à Comidinha, pela comida, bebida, ambiente e por poder ‘baforar’ à sua vontade.

Crítica de: Maria João.

Esta apreciação, bem como a cotacão atribuída, resultam de uma única visita e constituem a expressão de uma simples opinião, devendo por conseguinte ser consideradas como isso mesmo, opinião num artigo de opinião.

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Imagem surripiada no Barlavento Digital